Congresso de magistrados(as) debate linguagem simples e construção da decisão judicial

22 jun, 2026

A Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região (Amatra-2) promoveu, na sexta-feira (19/6), o 12º Congresso de Direito do Trabalho de São Paulo, no auditório Juiz Amauri Mascaro Nascimento, no Fórum Ruy Barbosa, em São Paulo-SP. Com o tema “A construção da decisão no processo de trabalho contemporâneo: provas e linguagens simples como elementos estruturantes das decisões”, o evento reuniu magistrados(as), servidores(as), especialistas e profissionais do direito. Veja álbum de fotos.

Durante a cerimônia de abertura, os integrantes da mesa diretiva ressaltaram a necessidade de adaptação do Poder Judiciário às transformações sociais e tecnológicas, mantendo a busca pela verdade real. O presidente da Amatra-2, juiz Diego Reis Massi, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou que, embora as profundas transformações tecnológicas exijam respostas rápidas e maior transparência, a missão essencial do Judiciário permanece a de reconstruir os fatos fielmente.

O magistrado destacou que os painéis do dia, abordando desde a tradicional prova oral até as fronteiras das provas digitais e a importância da linguagem simples como promotora de acesso à justiça, convergem para o aprimoramento da fundamentação e para a entrega de decisões socialmente legítimas.

O vice-presidente administrativo do TRT da 2ª Região, desembargador Antero Arantes Martins, representando a Presidência do Tribunal, enfatizou a importância histórica da prova oral na Justiça do Trabalho para garantir a primazia da realidade em relações estruturalmente desiguais. O desembargador alertou que o direito deve evoluir junto com uma sociedade cada vez mais tecnológica, convocando  magistrados e magistradas, especialmente as novas gerações, a saírem da zona de conforto para compreenderem e aplicarem inovações como a inteligência artificial, sem abandonar os valores permanentes da jurisdição.

A vice-diretora da Escola Judicial do TRT-2, desembargadora Regina Duarte, celebrou a alta adesão ao congresso e defendeu a importância de debater temas com palestrantes de fora da área estritamente trabalhista para “pensar fora da caixa”. A magistrada reforçou que o contato direto do juiz com as partes e testemunhas é insubstituível na busca pela verdade dos fatos e compartilhou seu entusiasmo pelo aprendizado contínuo, afirmando que o desconforto diante do novo é o que impede a estagnação do pensamento e aprimora a prestação jurisdicional.

Participaram também da mesa de abertura a corregedora do TRT-2, desembargadora Sueli Tomé da Ponte; a diretora cultural da Amatra-2, juíza Erotilde Ribeiro dos Santos Minharro; o diretor cultural adjunto da Amatra-2, juiz André Eduardo Doster Araújo; e a diretora de prerrogativas adjunta da Amatra-2, juíza Flávia Ferreira Jacó de Menezes.

A programação do encontro debateu a modernização e a produção de provas, os desafios da memória humana, o uso da linguagem simples no Judiciário e o impacto das provas digitais nas relações trabalhistas.

Crédito da Notícia: Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região

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